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A
formação de professores em cursos de educação
a distância está longe de um consenso entre
os educadores que participam da Conferência
Nacional de Educação (Conae).
A
diretora do Sindicato dos Professores do Rio
Grande do Sul e presidente do Conselho Estadual
de Educação, Cecília Farias, critica a formação
de professores em cursos de educação a distância.
Para ela, é preciso haver formação presencial
do futuro professor. "Nos cursos de pós-graduação,
não há problema [com a distância], mas, para
a formação inicial, somos contra." A professora
ressaltou que várias instituições privadas não
estão oferecendo cursos de qualidade e que existe
muita mercantilização. "Os objetivos são apenas
financeiros."
A
coordenadora-geral de Formação da Secretaria
de Educação Básica do Ministério da Educação
(MEC), Helena de Freitas, que também participa
da Conae, lembra que a escola deve ser vinculada
à sociedade e que muitos cursos a distância
são de baixa qualidade. "Temos que examinar
que tipo de professores são formados nesses
cursos. Um encontro presencial é limitado no
tempo e no espaço e distante da realidade da
sociedade", disse ela.
O secretário de Educação a Distância do MEC,
Carlos Biechoviski, disse que o Ministério da
Educação está exercendo um papel
rigoroso na supervisão e regulação de tais cursos.
Com
informações: Agência Brasil
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